Em um ano, menino do DF recém-alfabetizado lê mais de 500 livros

Reportagem do G1 com informações do Fantástico:

 http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2012/12/em-um-ano-menino-do-df-recem-alfabetizado-le-mais-de-500-livros.html

O menino João Lucas, morador do Distrito Federal, foi alfabetizado aos 5 anos e, quando tinha 6, já havia lido mais de 500 livros.

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O filho nem tinha nascido e o pai, o servidor público João Luís Costa de Abreu, já queria lhe dar o prazer da leitura. “Eu pegava o livro, chegava pertinho, começava a ler e, geralmente, ela ria. Eu ria também”, conta sobre o período em que João Lucas ainda estava na barriga da mãe.

O garoto nem andava e, em vez de ganhar um chocalho, ganhou uma publicação. “O primeiro presente que eu dei pra ele foi a Constituição”, lembra o pai.

Aos 5 anos, João Lucas já lia com fluência. Mas o que ele fez aos 6, ninguém conseguia acreditar. “Eu sou professora alfabetizadora há 20 anos. Nunca tinha visto algo parecido”, fala a professora Elenis Durães Barbosa.

O menino leu 500 livros em menos de um ano. Recorde absoluto na biblioteca da escola. ”Ninguém tinha chegado nem perto disso. Nós chegamos, normalmente, a uma média de cem livros por ano”, afirma a coordenadora pedagógica da escola, Paula Christine Rodrigues.

João Lucas fez 7 anos no mês passado e manteve o ritmo. Agora, ele também lê notas musicais.

“Com quatro meses, cinco meses de aula, ele se desenvolveu como uma criança de 10 anos, fazendo um ano, por exemplo”, comenta o professor de música Wilson Henrique Ferreira.

Na educação física, o desempenho é semelhante. “Enquanto outras crianças demoravam mais tempo para aprender qualquer tipo de exercício, o João Lucas, em menos tempo, já estava apresentando aquele exercício com perfeição”, fala o professor de natação Mateus Moura.

Quiseram adiantá-lo na escola, transformá-lo em campeão de natação. Os pais recusaram todas as ofertas. “Talvez ele perdesse um pouco de maturidade, talvez ele perdesse um pouco da convivência com os amigos da idade dele”, ponderou o servidor público João Luís Costa de Abreu.

Os pais do João Lucas nunca quiseram botá-lo numa redoma e nem ter cuidados excessivos, como se ele fosse um geniozinho de cristal. Como o garoto sempre viu o livro como um brinquedo, o que eles fizeram foi, simplesmente, deixá-lo brincar, de acordo com sua própria vontade, segundo o seu próprio desejo.

A tradição na família era todo mundo ler ao menos um livro por mês. “Nós fomos pegos de surpresa porque ele começou a trazer três livros da biblioteca por dia”, fala a autônoma Daiane dos Santos de Abreu, mãe de João Lucas.

Os pais não permitiam leitura à noite, achavam que era demais. Mas o garoto escondia livros debaixo do travesseiro. “Ele abria a porta um pouquinho, a porta do quarto, e ficava lendo pela fresta da porta, com aquela claridadezinha que entra”, conta o pai do garoto.

Em entrevista ao Fantástico João Lucas conta que o último livro que leu tinha 94 páginas e é um clássico. “Comecei ontem à noite e terminei hoje de manhã. Dom Quixote era um homem muito sonhador, vivia imaginando grandes aventuras em que sempre fazia o papel de herói.”

De Miguel de Cervantes aos Três Porquinhos, o que interessa para ele é deixar livre o pensamento. “Ler é imaginar coisas”, fala o menino.

João Lucas é a estrela da campanha de incentivo à leitura da escola. Os pais querem que a única vaidade do garoto seja a do conhecimento que está ao alcance de todos.

“Tendo estímulo, eu acho que qualquer criança vai longe. O meu sonho, considero que seja um sonho muito simples, que ele seja uma pessoa útil às outras pessoas e à sociedade de uma forma geral, que ele possa fazer o bem por meio do conhecimento dele”, afirma o pai do jovem e grande leitor do DF.

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